sábado, 23 de março de 2019

Peças Infernais - Trilogia

Resultado de imagem para peças infernais

    Sinopse:

    Quando a tia da jovem Tessa Gray morre, a única saída é mudar-se de Nova York para Londres e ir morar com o irmão, que está na Europa a trabalho. Ao chegar, Tessa é sequestrada por duas mulheres que, no cativeiro, a ensinam a explorar um dom que ela até então desconhecia. Tessa é capaz de se transformar no que quiser. Esse dom logo se mostrará valiosíssimo para a luta dos Caçadores de Sombras contra os demônios e ela ficará cada vez mais envolvida com esse universo, especialmente por causa de Will Herondale.

    Epílogo



    Estava tarde, e as pálpebras de Magnus Bane estavam caindo de exaustão. Ele colocou as Odes de Horácio sobre a mesa de canto e olhou pensativo para os rastros de chuva nas janelas que davam para a praça.

    Capítulo 20 - Terrível maravilha



    A gente sempre destrói aquilo que mais ama.
    Em campo aberto ou em uma emboscada.
    Alguns com a leveza do carinho
    outros com a dureza da palavra.
    Os covardes destroem com um beijo,
    os valentes com uma espada.
    – Oscar Wilde, A balada do cárcere de Reading

    Capítulo 19 - Boadiceia



    A marquei como minha já em seu primeiro doce respiro.
    Minha, minha por direito, do berço até o último suspiro.
    Minha, minha – juraram nossos pais.
    – Lorde Alfred Tennyson, Maud

    Capítulo 18 - Trinta peças de prata



    Apagado seu nome, então, registro mais uma alma perdida, mais uma tarefa recusada, mais uma trilha não percorrida,  mais um triunfo do diabo e uma tristeza para os anjos,  mais um erro a mais para o homem, mais um insulto a Deus!
    – Robert Browning, The lost leader

    Capítulo 17 - Invocar a escuridão



    A velha torre da igreja e o muro do jardim
    ficam negros com chuva de outono,
    e ventos lúgubres pressagiam assim
    A escuridão sendo invocada de seu sono.
    – Emily Brontë, A velha torre da igreja

    Capítulo 16 - O feitiço de ligação



    E uma, ou duas vezes, lançar os dados
    É um jogo próprio de cavalheiros,
    Mas não vence quem joga com o Pecado
    Na secreta Casa da Vergonha
    – Oscar Wilde, A balada do cárcere de Reading

    Capítulo 15 - Lama estrangeira



    Ah Deus, que o amor fosse como uma flor ou chama,
    Que a vida fosse como o significado de um nome,
    Que a morte não fosse mais lamentável que o desejo,
    Que estas coisas não fossem o mesmo!
    – Algernon Charles Swinburne, Laus Veneris

    Capítulo 14 - Ponte Blackfriars

    Vinte pontes da Torre até Kew
    Queriam saber o que o Rio sabia,
    Porque elas eram jovens e o Tâmisa era velho,
    E este é o conto que o rio contou.
    – Rudyard Kipling, O conto do rio

    Capítulo 13 - Alguma coisa sombria

    Às vezes somos menos infelizes em sermos enganados
    por aqueles que amamos, que em ouvirmos deles a verdade.
    – François La Rochefoucauld, Máximas

    Capítulo 12 - Sangue e água

    Não me atrevo a tocá-la sempre, para que o beijo
    Não deixe meus lábios carbonizados. Sim, Senhor, um pouco de alegria,
    Breve alegria amarga, que um tem por um grande pecado;
    No entanto tu sabes quão doce é a coisa.
    – Algernon Charles Swinburne, Laus Veneris

    Capítulo 11 - Poucos são anjos

    Mas nós todos somos todos homens,
    De natureza frágil e sujeitos à carne;
    Muito poucos serão anjos
    – Shakespeare, Rei Henrique VIII

    sexta-feira, 22 de março de 2019

    Capítulo 10 - Reis e príncipes pálidos

    Eu vi pálidos reis e também príncipes,
    Pálidos guerreiros, de uma mortal palidez todos eles eram
    – John Keats, La Belle Dame Sans Merci

    Capítulo 9 - O Enclave

    Pode fazer de meu coração uma pedra de moinho, usar meu rosto como um sílex. Enganar e ser enganado, e morrer: quem sabe? Nós somos cinzas e pó.
    – Lorde Alfred Tennyson, Maud

    Capítulo 8 - Camille

    Frutas caem, o amor morre e o tempo passa;
    Tu és alimentada com fôlego eterno,
    E ainda viva após uma infinita mudança,
    E renovada após os beijos da morte;
    De abatimentos reascendeu e recuperou-se,
    De prazeres inférteis e impuros,
    Coisas monstruosas e infrutíferas, uma lívida
    E venenosa rainha.
    – Algernon Charles Swinburne, Dolores

    Capítulo 7 - A garota mecânica

    Somos os peões deste jogo do xadrez
    Que Deus trama. Ele nos move, lança-nos
    Uns contra os outros, nos desloca, e depois
    Nos recolhe, um a um, à Caixa do Nada
    – Omar Khayyam, os Rubaiyat

    Capítulo 6 - Terra Estranha

    Não devemos contemplar estes duendes
    Não devemos comprar os seus artigos:
    Ninguém sabe que solo satisfez
    Toda a avidez das suas raízes
    – Christina Rossetti, Goblin Market

    Capítulo 5 - O Códex dos Caçadores de Sombras

    Os sonhos são verdadeiros enquanto duram, e não vivemos nos sonhos?
    – Lord Alfred Tennyson, O panteísmo superior

    Capítulo 4 - Somos sombras

    Pulvis et umbra sumus (Poeira e sombra)
    - Horácio, Odes

    quinta-feira, 21 de março de 2019

    Capítulo 3 - O Instituto

    Amor, esperança, medo, fé – isso faz a humanidade;
    Esses são os seus sinais, registros e caráter.
    – Robert Browning, Paracelso

    Capítulo 2 - O Inferno é gelado

    Entre dois mundos a vida paira como uma estrela,
    Entrelaçando noite e manhã, sobre a linha do horizonte.
    Quão pouco sabemos daquilo que somos!
    E menos ainda do que podemos ser!
    – Lorde Byron, Don Juan

    Capítulo 1 - A Casa Sombria

    Seis semanas depois

    Além deste local de ira e lágrimas
    Ergue-se apenas o Horror da sombra
    – William Ernest Henley, Invictus

    Anjo Mecânico - Livro 01 - Peças infernais


    Sinopse:

    Nesse primeiro volume, que se passa na Londres vitoriana, a protagonista Tessa Gray conhece o mundo dos Caçadores de Sombras quando precisa se mudar de Nova York para a Inglaterra depois da morte da tia. Quando chega para encontrar o irmão Nathaniel, seu único parente vivo, ela descobrirá que é dona de um poder que capaz de despertar uma guerra mortal entre os Nephilim e as máquinas do Magistrado, o novo comandante das forças do Submundo.

    Prólogo

    Londres, abril de 1878

    O demônio explodiu em uma chuva de sangue e entranhas.
    William Herondale puxou de volta o punhal que estava segurando, mas era tarde demais. O ácido viscoso do sangue do demônio já tinha começado a corroer a lâmina brilhante. Ele amaldiçoou e jogou a arma de lado; ela caiu em uma poça imunda e começou a inflamar como um fósforo apagando. O demônio, é claro, tinha desaparecido – enviado de volta para qualquer que fosse o mundo demoníaco de onde tinha vindo, mas não sem deixar uma bagunça para trás.